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Hipertireoidismo | 22/08/2014 - 17:41

Hipertireoidismo: tratamento depende da gravidade da doença

Medicamentos, cirurgia e até laser são opções para controlar

hipertireoidismo é causado pela produção excessiva de hormônios tireóideos (T3 e T4) resultante do aumento da função da própria glândula, ao passo que a tireotoxicose é um termo mais amplo, que se refere a qualquer condição na qual há de excesso desses hormônios.

 Várias doenças da glândula tireoide podem levar ao aumento da produção dos hormônios tireóideos, mas é importante mencionar que nem sempre o problema está na tireoide (Quadro 1).

 A causa mais comum de hipertireoidismo é a doença de Graves, que ocorre quando o organismo produz anticorpos que estimulam o funcionamento da glândula. Pode ser decorrente, também, de um ou mais nódulos tireóideos que fabricam hormônios tireóideos em excesso (bócio uni ou multinodular tóxico, respectivamente) ou de processos inflamatórios da tireoide, tais como, a tireoidite de Hashimoto ou a tireoidite pós-parto. Há varias outras causas, incluindo as mais raras, entre elas, um tumor na hipófise capaz de produzir grandes quantidades do hormônio estimulador da tireoide (TSH) ou um tipo específico de tumor de ovário, denominado struma ovarii.

 O hipertireoidismo pode resultar ainda de ingestão excessiva de iodo ou de substâncias com alta concentração de iodo, como alguns comprimidos de alga, expectorantes e do medicamento amiodarona (frequentemente usado para no tratamento de arritmia cardíaca).

 Uma causa importante de tireotoxicose é a ingestão de hormônios tireóideos na tentativa de diminuição de peso corporal. Neste último caso, a situação pode ser particularmente prejudicial, já que além de haver grande perda de tecido muscular, a ingestão de dose elevadas de hormônios tireóideos pode ser potencialmente fatal.

Quando o hipertireoidismo é leve, denominado subclínico, o indivíduo geralmente não tem sintomas e, quando tem, eles são de pequena intensidade. Por outro lado, quando o hipertireoidismo é mais intenso (hipertireoidismo franco), vários sinais e sintomas estão presentes. Neste caso, sem dúvida, a pessoa necessita de tratamento, mesmo porque o hipertireoidismo pode ser grave o bastante para colocar em risco a vida do indivíduo. Contudo, no caso do hipertireoidismo subclínico a necessidade de tratamento é discutível. A decisão de tratar o hipertireoidismo subclínico deve ser tomada pelo endocrinologista levando em consideração todos os riscos e benefícios envolvidos para cada um dos pacientes.

Visto que a tireotoxicose pode ocorrer por motivos diversos (Quadro 1), as estratégias terapêuticas serão escolhidas de acordo com a causa do problema de cada indivíduo.

No caso da ingestão intencional de hormônios tireóideos para redução de peso, por exemplo, a simples suspensão corrige a tireotoxicose. No caso da doença de Graves, três tipos de tratamento estão disponíveis: os medicamentos antitireóideos, a cirurgia e a ingestão de iodo radioativo. Para os nódulos produtores de hormônios tireóideos, além dessas três modalidades terapêuticas, pode-se realizar a sua destruição com LASER, radiofrequência e etanol. As pessoas que tem Tireoidite de Hashimoto e tireoidite pós-parto são tratadas com os medicamentos antitireóideos, porquanto o hipertireoidismo é transitório.

Além da causa do hipertireoidismo, vários outros fatores devem ser avaliados para a escolha do tratamento mais adequado, tais como a gravidade da doença, a presença de outras doenças que possam interferir no tratamento, a presença de gestação, a idade, etc.

 Assim, é evidente que o diagnóstico e o tratamento da doença são complexos. Neste caso, a experiência do endocrinologista será imprescindível para a escolha da estratégia terapêutica mais adequada.

 

 

 

Palavras chave: causa - Tireóide - tratamento

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