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Negócios e Mercado | 20/04/2017 - 09:36

Supermercados e indústrias buscam adequação para a venda de produtos de origem animal

Alvos de uma série de fiscalizações sanitárias nas últimas semanas em todo o Estado, inclusive em Bento Gonçalves, os supermercados gaúchos estão em busca de um entendimento, junto aos órgãos públicos responsáveis, para adequarem suas operações de fatiamento, conservação e venda de alimentos de origem animal aos consumidores de todo o RS. Ao destacar que não questiona a legitimidade destas operações de fiscalização e que defende intransigentemente o consumidor e a segurança alimentar dos produtos comercializados no RS, a Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) salienta que as legislações gaúchas com as exigências para a venda de carnes e frios foram recentemente alteradas e necessitam de um período de adequação para o varejo, para a indústria e para as vigilâncias sanitárias municipais – que em sua maioria ainda não têm conhecimento sobre as novas instruções.

 

Segundo o presidente da Agas, Antônio Cesa Longo, a entidade montou um grupo de trabalho há um ano, reunindo todos os elos da cadeia do abastecimento para formatar as adequações legais recentemente instituídas. “A indústria terá papel fundamental neste novo cenário, entregando os produtos de fiambreria e açougue já fatiados e fracionados para o varejista vender, sem necessitar manipulação pelo varejo. Entretanto, um supermercado não pode comprar uma chuleta inteira se não puder desmembrá-la, por exemplo. O consumidor moderno exige porções menores e produtos sob medida para a sua demanda”, pontua. “Enquanto todos os elos da cadeia não estão plenamente adequados às novas regulamentações, a Agas não concorda com o desperdício de alimentos já inspecionados, com procedência comprovada por nota fiscal e perfeitamente próprios para consumo, como está ocorrendo em algumas ações de fiscalização.

 

Anualmente, o Brasil desperdiça 41 mil toneladas de alimentos por ano, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), e lamentamos isso”, conclui Longo. O dirigente da Associação finaliza destacando que o segmento atende diariamente a 4 milhões de consumidores no Estado, construindo uma relação sólida de confiança com os gaúchos, e que o setor supermercadista gera 94 mil empregos diretos somente no RS. “Queremos rigor no cumprimento das leis, mas que tenhamos uma legislação clara para que o pequeno e médio varejo não tenham dúvidas de interpretação e estejam aptos a vender estes produtos. Estamos solicitando à Vigilância Estadual uma guia com perguntas e respostas do que pode e o que não pode ser feito, e desde já conclamamos os diferentes entes públicos para que solucionemos este impasse”, conclui Longo. A posição da Agas é compartilhada pelo Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado do RS (Sindilat RS).

 

Fonte/foto: Assessoria de Imprensa da AGAS / Divulgação


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