10/06/2015 - 16h06min

Rafa Schuler

Fala galera!


Hoje tenho o imenso prazer de trazer para o Vamos Musicar uma matéria com Rafa Schuler, este grande guitarrista, compositor, arranjador, violonista, cantor, entertainer e produtor musical. Conheço o trabalho do Rafa desde os tempos da Lucille Band e tenho certeza que é um dos grandes nomes da guitarra no Rio Grande do Sul e Brasil.

 

Rafa começou a suas performances em 1990 com a banda Bandida, depois disso passou por bandas como Lucille, Rafa Schuler e Os Mostardas, Miss Liz, Rafa Schule Trio, Rafa Schuler & B.S.W. Big Band. Atualmente faz parte da Estado das coisas, o qual recebeu o prêmio Açorianos de música na categoria Melhor CD Pop do ano de 2012 pelo CD “Estado das Coisas”. Atualmente esta fazendo shows com o projeto Rock de Galpão para divulgar o DVD gravado ano passado, intitulado Volume II Ao Vivo nas Missões e divulgando o seu novo CD Rafa Schuler & Os Mostardas.

 

Neste novo trabalho Rafa Schule e Os Mostardas, Rafa Schuler visa resgatar um trabalho autoral que teve inicio em 1996 com algumas releituras dos clássicos da música mundial que fizeram parte das suas influências desde pequeno,montou o show intitulado “Tocando guitarra na Broadway” que foi apresentado pela primeira vez em 1997, onde interpretava músicas instrumentais autorais na guitarra bem como temas dos filmes das décadas de 60` à 70`.O disco é composto de 8 músicas autorais inéditas e duas regravações entre elas: Besame Mucho de Consuelo Velásquez que foi gravada com uma Big Band composta de 21 sopros com arranjo do conceituado maestro e arranjador Marcelo Nadruz e Quizás de Osvaldo Farrés.

 

O conceito musical do disco é a mistura do rock, funk, swing das big bands americanas, a música de desenhos animados antigos,  e a acidez de Quentin Tarantino. É um álbum muito orgânico, quase todo feito ao vivo e atípico no que diz respeito a sonoridade. Neste trabalho Rafa salienta a importância da participação de Mateus Bicca, baterista e o Lucas Chini, baixista pois sem eles nada teria acontecido. São grandes músicos e amigos e estamos juntos há uns 4 anos e sem eles bem como o produtor Vini Tonello esse disco não teria sido tão verdadeiro.Rafa comenta “A força, a entrega dessa turma é especial e tenho uma gratidão e respeito por eles enorme, eles são como a minha família, são muito especiais para mim, seres humanos diferenciados.”

 

Aproveitei e conversei com o Rafa.

 

Eu tive o prazer de conferir um show do Christmas Rock, eu uma coisa que me chamo muita atenção foi que você usava um amplificador que se não estou enganado era um Fender, porem era pequeno talvez tivesse um falante de 8' (estou chutando).  Gostaria de saber o porque do uso de um amplificador pequeno, se tem algum motivo em especial, afinal vai contra a maioria dos guitarrista que usam amplificadores grandes ou até paredes?

Já usei menores!! (rsrs) Não Márcio, a única diferença está no som do amplificador mas se observares nem todos guitarristas usam grandes amplificadores, Santana quando veio ao Brasil usou vários amplificadores pequenos. É uma questão de sonoridade, gosto dos dois.

 

Gostei muito dos timbres do CD Rafa Schuler e os Mostardas, poderia falar qual o set up usado nas gravações?

No estúdio utilizei o meu Fender Blues Jr e, de pedal, apenas um Dunlop Cry Baby, pois gosto do som da guitarra direto no amplificador. Controlo tudo no volume da guitarra e nos dedos. Também utilizei um Orange Tiny Terror , Groove Tubes Speaker Emulator. Reverb AKG Acoustics BX 5, Roland RE-501 Chorus Echo e MCI JH 600 com pré-amp John  Hardy. Uso as correias Basso Straps e palhetas da Lost Dog Guitar Wear.

 

Você comenta que o CD é uma mistura de rock, funk, swing de big bands eu vejo tudo isso nas composições, em especial na música Run Baby Run! (a qual gostei muito) noto a comentada acidez de Quentin Tarantino. Gostaria saber quais as tuas influências fora da música?

Gosto muito da cultura americana, Broadway, cinema, ser pai, a faculdade da vida, acredito que tudo respinga de alguma forma mas respiro guitarra todos os dias, ela está conectada com tudo, sempre. Fica difícil fazer essa desassociação.

 

Porque a escolha de regravar Besame Mucho e Quizás?

A história e longa, segue abaixo:

Há uns 5 anos atrás montei um show chamado "Ontem, para Sempre" que acabou focado na terceira idade em função do repertório que era baseado nas minhas lembranças da infância, coisas que ouvia em casa e nas festas de família como Luis Armstrong, Frank Sinatra, Tony Benett, Metais em Brasa, as grande orquestras e Big Bands de Cole Porter, George Gershwin, Elvis Presley, música latina enfim, coisas que retomei em função da idade. Após uma turnê realizada no RS pelo circuito do Sesc me dei conta que a guitarra, o rock agradava muito os idosos que por sua vez eram levados pelos filhos, netos para o show e amavam o jeito meio rock de executar as canções com a guitarra fazendo a frente.

Um dia, não lembro direito qual nem o ano mas a minha voz interior começou a me dizer sem parar para gravar Besame Mucho. Eu sou do tipo que se ouve, que não vou contra minha intuição (aliás, a única vez que fui contra me dei muito mal) mas, ao mesmo tempo, pensava comigo, Besame Mucho é uma das canções mais regravadas no mundo. Os Beatles assinaram seu primeiro contrato por conta dela há anos atrás. Decidi que ia gravar e o ponto de partida era achar um bom produtor, o melhor mas uma pessoa que me conhecesse como guitarrista e que acreditasse em mim e na minha vontade de regravar Besame Mucho com uma Big Band completa no estilo americano, uma guitarra e uma voz roqueira porém, não tinha clareza do arranjo mas tinha certeza que ia achar o caminho, e achei.

Detalhe: Todas as pessoas que na época comentei sobre, foram contra, riram, perda de tempo enfim, clichê, exceto algumas poucas. O único produtor que meio veio à cabeça foi o Vini Tonello, que acabou produzindo o disco todo e que adorou a ideia, topou na hora. Segundo passo era começar, aí entrou o Edson Campagna da ACIT  com o estúdio e gravamos as bases, bateria, baixo, guitarra e voz.

Terceiro passo o arranjador para a Big Band, no caso o Maestro Marcelo Nadruz, que recém tinha feito as transcrições, adaptações  e arranjos do meu show Christmas Rock, todo baseado nas Big Bands Americanas. Está aí, gravada ou melhor, regravada mais uma vez.

Adorei o resultado, estou muito feliz, satisfeito em todos o sentidos com o resultado final e não mudaria uma nota. Minha voz interior continua me incomodando e agora finalizando mais uma etapa junto a Spaghetti Filmes, profissionais de altíssima qualidade, uma equipe sensacional de trabalhar que junto com a minha produtora Letícia Menetrier fizeram com que tudo funcionasse de maneira perfeita e sem esquecer é claro dos meus eternos parceiros, irmãos Mateus Bicca na bateria e Luca Chini no baixo acústico e todos os envolvidos que foram maravilhosos.

 

Atualmente o guitarhero esta, infelizmente, cada vez mais apagado nas novas bandas, eu noto que você faz jus a palavra, sempre com grande solos, desenvolvendo técnicas e as divulgando no seu canal do youtube. O que você acha disso que esta acontecendo, composições sem solos de guitarra ou com mínimos? E o que você diria a um guitarrista que esta começando a tocar?

Isso se faz verdade em alguns tipos de música, não se aplica à todos, AC/DC está mais vivo do que nunca!

A música está em primeiro lugar, deve se respeitar à linguagem, o arranjo, o produtor enfim, o que a música pede e não colocar o ego à frente disso tudo pois pode comprometer todo um trabalho. A guitarra bem como o Rock nunca vão perder força ou deixar de existir, são ícones e fazem parte da história. Estamos falando de algo muito sério, grandioso, sensual, atraente, um pedaço de madeira com 6 cordas que envolve quem se aproxima e ouve e dependendo de quem o toca, essa força se expande imensamente.

Minha dica para quem está começando é que se deixe envolver de forma completa ou seja, você e a guitarra devem se tornar uma coisa só e você sente isso quando acontece. Também estudar, aprender com os grandes, os melhores, ouvir eles. Ter um bom professor e entender que música se aprende como uma faculdade, em matérias. Ainda hoje vejo muitos guitarristas jovens e veteranos estudando apenas a técnica e esquecendo todas as outras matérias como harmonia, leitura, improvisação, etc. etc… que vem junto, elas dependem uma da outra, se complementam e sempre estão juntas.

Mas ao mesmo tempo acho que é uma questão de opção, eu busquei o estudo pois achei necessário, existem grandes músicos que nunca estudaram mas quando tocam, são os melhores.

Dica final e a mais importante: sempre procure a sua voz, não copie, apenas se inspire.

 

O CD Rafa Schule e Os Mostardas pode ser conferido nesse link:

 

 

Eu escutei todas as músicas do CD, adorei, os timbres estão ótimos, o uso de Wah Wah nas composições me agradou, os metais e pianos nas musicas estão inseridos na medida certa nos momentos certos, engrandecendo as composições. Este é um CD que eu colocaria para rodar no carro enquanto viajo. Muito bom!

 

Semana passada foi gravado o videoclipe da música de trabalho do CD , Besame Mucho que deve estar pronto em dois meses. Vamos aguardar!

 

Curte a fanpage do Rafa Schuler AQUI e acompanhe os videos no youtube AQUI.

 

Até a próxima!

 

cy!



Comentários postados


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flavio Sampaio - eu curto demais esse guita! Parabens pelo trabalho! Rock de Galpão é demais e Rafa e Os Mostaradas conheci agora e ta do caralho!

Fagner - esse show man chamado Rafa Schuler manda muito bem!!!!!!

Rica - Muito boa a matéria! curto demais o som do Rafa! 


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Vamos Musicar

Marcio Moraes toca guitarra desde os 12 anos e, além de guitarrista da banda Comfort Eagle, ama música. Falar, escrever e discutir sobre o assunto movem este estudante de Publicidade e Propaganda. Escrever sobre instrumentos e novas tecnologias surgidas no meio musical, trazer e falar sobre lançamentos musicais e equipamentos serão a mola propulsora deste espaço. Então, vem com a gente? Vamos musicar?